domingo, 30 de novembro de 2008

New. Again.

Blog novo aeeee! Dessa vez não por livre e espontânea vontade, e sim porque esqueci a senha do velho e se tento recuperá-la vai pro e-mail velho, o qual o hacker amadinho roubou. Então... Me obriguei. Só acrescenta um "2" ao endereço, coisa linda.

E pra começar, claro...

Não lembro quando foi que comecei a me importar. Deve ter sido em algum instante entre eu me livrar do passadinho não tão distante e nossos encontros inusitados cada vez mais seguidos. Não sei quando foi que comecei a pirar na sua nuca e naquele cheiro só teu que sempre se encontra lá, centímetros acima da tatuagem. Esperando por mim e pela minha respiração no meio da madrugada te fazendo arrepiar. Não sei em qual momento você deixou de ser "aquele" pra ser só mente "ele". Não sei porque comecei a usar mais seguido aquele creme de pêssego porque o cheiro que ele deixa atrás do meu joelho te faz virar os olhos. Provavelmente porque você tem esse jeito lindo de gostar até dos meus erros. Esse jeito lindo de falar tudo que você fala. Esse jeito lindo de me convencer a ficar. Esse jeito lindo de ver pelos meus olhos, que toda essa diferença de tudo entre a gente só nos faz igual por querermos as mesmas coisas do mesmo jeito. Nunca me dei bem com taurinos e você quebrou esse tabu me aguentando por quase 3 meses seguidos. Não lembro quando foi que comecei a me importar, mas isso dá medo. Muito medo, porque quando eu começo a me importar, é quando começo a estragar tudo. Porque não sei gostar mais ou menos das pessoas. Ou importa ou não importa. Ou eu quero mesmo ou não quero. Me dá um medo imenso quando durante as nossas conversas de horas com pernas entrelaçadas, a gente descobre que já tínhamos nos visto naquele lugar, e aquele outro dia, com aquela pessoa, quebrando cadeiras, em aniversários, colocando pulseirinhas. Me surpreendo com a quantidade de coisas maravilhosas que a gente descobre um do outro e um no outro quando estamos juntos. E aí vem o medo porque dessa vez você não é daqueles manés que eu sempre encontro no meio do caminho e enfio pra dentro da minha vida. Nem perto dos últimos 3. Você é perfeito. Você sempre sabe o que dizer, você me deixa pirar e acha graça. Eu não preciso tirar o salto pra não fazer barulho, ao contrário, porro gritar, posso espalhar minhas roupas pelo chão, não importa. Eu não preciso fingir que somos conhecidos, eu posso pegar na sua mão e te levar comigo. Você não deixa um espacinho pra mim pensar "outro mané"... E porra, isso dá medo!!! Medo de até quando os meus erros e piras vão te divertir. Até quando o meu cheiro ainda vai fazer o quarto ser somente silêncio pra que você possa respirar ele o tempo todo.

E eu fiz , sem mentira, uns 15 finais pra esse texto, mas nenhum é suficientemente bom, porque não quero pôr fim numa coisa que tá recém começando... Seria estupidez. E dessa vez, não sei se tô fazendo tudo certo ou o que, mas assim tá funcionando. So... Go to the next chapter!

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